Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs: quando o peso vira experiência.
- 15 de abr.
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Tem banda que toca pesado. E tem o Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs.
A diferença é simples, mas brutal.
Enquanto muita gente ainda está presa na estética do riff, o Pigs x7 já entendeu há tempos que peso não é só som alto. É construção. É repetição. É insistência até o limite.
E, principalmente, é experiência.
Vindo de Newcastle, no norte da Inglaterra, o grupo foi ganhando espaço justamente por não suavizar nada. O caminho deles nunca foi o da digestão fácil. As músicas crescem devagar, criam tensão, se arrastam quando precisam, e de repente explodem. Quando você percebe, já está completamente dentro.
Não tem meio termo.

Boa parte da crítica lá fora fala sobre isso, essa coisa meio “caos controlado”. Mas, ouvindo com calma, dá pra perceber que o controle é quase invisível. Parece desabar, mas nunca desaba de verdade.
É como se cada riff fosse empurrando o próximo, numa espécie de transe. Um mantra distorcido.
Nos discos mais recentes, isso ficou ainda mais claro. O som continua pesado, mas mais afiado. Mais direto. Menos disperso. Eles continuam fazendo barulho, só que agora o barulho tem direção.
E ao vivo, a história muda de nível.
Quem já viu sabe que não é exatamente um show. É mais físico do que isso. O volume, a repetição, a pressão do som… tudo conspira pra te tirar do lugar comum. Não é sobre assistir, é sobre aguentar.
Talvez por isso o Massarifest 2026 faça tanto sentido.
Desde o começo, o festival vem se desenhando como um espaço para o que escapa do padrão. Bandas que não estão interessadas em facilitar, artistas que preferem tensionar do que agradar.
O Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs entra exatamente aí.
Se a ideia for só ouvir música, talvez não seja o caminho mais fácil.
Mas se for sentir alguma coisa de verdade, aí sim.
Serviço:
Evento: Massarifest III
Data: Sexta-feira, 3 de julho de 2026
Local: Fabrique Club, São Paulo
Atrações: Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs (UK), Macaco Bong e Firefriend.

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